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Por jorgehumberto
Aquele que preso está, morto para a vida.
Liberdade haja ainda quem a busque,
entre quatro paredes iguais, tentando,
dessa forma, manter-se, assim, consciente.
Da rua e das casas lá fora, chega a pensar,
que as degradantes grades, são só mais
um adereço, que ali está, por seu direito,
coisas da cidade grande, que fez por merecer.
Fechado, entre quatro muros, de cimento,
tem para seu luxo, uma enxovia e uma manta.
E para as necessidades, um simples balde,
sujo de excrementos, é a sua única regalia.
Existe também uma mesa e uma velha cadeira,
onde, pela noite, se recorda a família, e, entre
o efeito dos hipnóticos, num ridículo esforço, mil
cartas, pelo chão, lembram falta de coordenação.
Quando pela manhã, se apercebe, de todo este
caos, não é difícil imaginar, a frustração, assim,
subindo, até à janela gradeada, a liberdade,
a todos escondida, cria asas nos braços e um céu.
Jorge Humberto
12/06/09
Publicado Saturday, June 13 2009
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