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Poema “O Relógio” (Leído veces)

Por john contreiras

Relógio fiel e afeiçoado
Que marcas a vida no tempo
Pareces vir com o vento
Que fazes por aqui…?

-Apenas cumpro o meu legado
Qual é a admiração
Não fiques preocupado
Este fim que esta marcado
Ainda não é para ti.

Registas sempre com subtileza
Não há segundo mal medido
Mesmo a corda estando presa
E o ponteiro já descaído

-não desprezes o meu valor
Ao pagar-me com ingratidão
Eu corria-te de feição
Apaguei aqui muita dor
Sem receita nem doutor
Em tempos que já lá vão

Não te vou a ti desmentir
Os serviços que me prestaste
Eu estava mesmo a cair
Na altura em que tu passaste

-Não dites qualquer sentença
Amai sem cobardia
E perdoa sem qualquer mal
Só isso fará diferença
Na minha contagem final

-Ouve a alma já vencida
Deste pobre velho que avança
O resultado desta vida
É pesado noutra balança

John Contreiras

Por john contreiras
Publicado Tuesday, November 28 2006



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