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Assemelho-me ao homen cativo
Por Edson Tomazini
De formas alheias e aleatórias.
Caminho tristemente pelas tristezas da antiguidade
A pisar os vermes pelas ruas.
Vou cheio de angustia
Buscando o refúgio para minhas primitivas sensações
Que me deixam por baixo de árvores escalpeladas,
Indentificando-se com meus planos enegrecidos.
Dentro de mim renasce a cada momento os motivos de minha indignidade
E a imundice que vesti deixa os rastros pelos caminhos que pisan os meus pés.
Levo em minha carne entorpecida o alcool dos mares
Que me embebedam de enjôos solares.
Nada canto que se pode quebrar com martelo
Por que os dias anteriores ao palor das madeiras
Deixaram minhas mãos atrozmente roucas e sem suóres,
De enfados miscigenados,e sem os loucos tempos outonais.
Quero cantar para os montes,
Que me dirão os segredos das cachoeiras petrificadas.
Quero a mulher racional que muito amo.
Quero libertar-me das diferenças que surgem em meus pensamentos.
Muito desejo as harmonicas cordas do violino
Para ouvi-las em sonhos de uma azulada manhã.
Quero a esperança...para sentir nos lábios
O gosto do mel das galaxias.
Publicado Saturday, January 13 2007
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