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Poema Sob a espera / joão jacinto (Leído veces)

Por joão jacinto

Na percepção do ponto vernal da transmutação,
o mergulho iniciático às profundezas de mim,
purificando-me a alma de ancestrais mágoas sofridas,
frustrada de límpidas e abundantes colheitas.

Sobrevivendo ainda o medo da tristeza
e da traição no escuro,
personificado por forças fantasmagóricas,
na tentação de imergir-me
ao esquecimento das memórias,
que me despertam as passadas ao destino.

Corre-me nas veias
o sangue divino da esperança,
sagrado de escarlate fé.

Sinto o carrego do madeiro da reconquista
dos iluminados e infinitos céus,
que cegam as mentes de cartesiano sustento,
de bitolas de ignorância,
ao entendimento do Uno.

E das pedras germinaram
templos de conveniência,
habitáculos de mentiras e omissões,
covis de mortandade à embrionária
pureza do desígnio Primo.

Sou mais um lírio no campo
sob a espera de uma nuvem de paz,
que me ensope
de palavras e sorrisos,
que me mate a sede
matando-me a morte,
e me ilumine de vida
na pluralidade do Amor.

Por joão jacinto
Publicado Tuesday, March 27 2007



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